De vez em quando partilhávamos um cigarro ali deitados inertes
e o mundo parado algures entre as telas pintadas encostadas à parede
e as tuas coxas ainda em chamas
o teu bâton e os teus segredos ficavam agarrados a mim
como os beijos suaves que me ias dando enquanto me mentias sobre o amor eterno e o seres só minha
eu sonhava
porque os idiotas sonham
com um mundo só seu
o sabor do teu cigarro
e o teu bâton a fazer de lápis
para escrever
amo-te
numa parede qualquer de uma capital europeia
e como os tolos sonham em voar
eu voava
e deixava para trás as telas por pintar,
as tuas coxas ardentes de mim
e aquele velho sótão recuperado onde nunca mais te vi
agora
só existo
eu
e uma imagem de ti com muitos anos
já gasta mas ainda no olhar o tal amor que me mentias
em deleitosos beijos e palavras imaturas
quase eternas.

2 Outros Mundos:
Parabéns, ,mais um poema divinal neste blog maravilhoso :) Adorei, poema muito belo ;)))))
O amor não se esfumaça apenas adormece e espera como bela adormecida,para renascer.Bem escrito! Gostei.
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